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Princípios da internacionalização de software
Usando um aplicativo Web de cotações, o consultor independente Dan Moore explica os elementos básicos da internacionalização e vai além.
Prepare-se para se internacionalizar
A gerente de serviços de editoração da Wordbank, Tracy Russell, oferece dicas de como tornar seu design e conteúdo aceitos internacionalmente.

Tudo pronto para a internacionalização
Adam Asnes

Conquistando receita com a internacionalização correta desde o início

 

Vá a qualquer conferência de negócios e assista a uma sessão de perguntas e respostas com um executivo importante; eu aposto que a expansão da receita global aparece logo nas cinco primeiras perguntas. Isso sempre me empolga. Além da emoção de ver a globalização conseguir o reconhecimento comercial que merece, estamos observando, na Lingoport, um claro efeito-cascata. Mais do que nunca, empresas pequenas estão fechando contratos e conseguindo clientes em todo o mundo. As empresas maiores estão refinando os processos, na expectativa de aumentar seus lucros fora de seus mercados domésticos.

Naturalmente, globalizar uma empresa tem significados diferentes para pessoas diferentes, dependendo da perspectiva de cada um. Como sempre, há questões legais, tributárias, logísticas, de distribuição, de parceria e de força de trabalho global com as quais é preciso lidar. Mas o foco principal, que comanda todas as outras questões, é conquistar e manter clientes em todo o mundo — ou pelo menos em suas áreas-alvo. Para se saírem bem, as empresas devem ficar atentas para resolver toda essa parafernália. Negócios globais confiáveis expandem sua receita, reduzem os riscos de vendas nos mercados regionais e aumentam seu prestígio e o valor de seu patrimônio. Há muita coisa em jogo além de atender a um conjunto de requisitos mínimos nos projetos de globalização. À medida que a concorrência global aumenta, aumentam também as expectativas do cliente. Por isso, não basta adaptar o seu desempenho com base em um conjunto de especificações mínimas. Os produtos precisam funcionar bem, de acordo com as expectativas dos clientes locais.

Há uma frase usada no lançamento de um produto nos Estados Unidos que diz “Don’t worry, be crappy” (Não se aflija, faça de qualquer jeito) — um trocadilho com Don’t worry, be happy, título de uma música que significa “Não se aflija, seja feliz”. Neste caso, o mais importante em um lançamento é manter a sua grandiosidade, lançar o novo produto e não se preocupar em superar as expectativas, nem mesmo em satisfazê-las integralmente. Eu não acho que esse ditado funcione quando você está se globalizando com um produto de software. Quando se vai além da base tradicional de clientes ou da “zona de conforto” de uma empresa, é importante para o produto, para a marca e para a empresa fazer um bom trabalho e concentrar toda a atenção no êxito. Se uma empresa não pode se comprometer com isso, eu serei o primeiro a dizer que é melhor não assumir o projeto. Erros, longos atrasos e surpresas desagradáveis podem custar mais caro quando você computa o volume de trabalho necessário para atender a novos clientes espalhados pelo mundo e lidar com o gerenciamento de danos. Atualmente, quando as empresas me falam que precisam colocar seus produtos no mercado no tempo certo, eu digo que elas devem mudar seu conceito e deveriam, na verdade, satisfazer o cliente no tempo certo. O primeiro item é apenas um compromisso com uma lista de tópicos a cumprir. O segundo é um compromisso com clientes satisfeitos que, em troca, voltarão a comprar e buscarão cada vez mais a empresa. De qualquer forma, uma empresa precisa desenvolver suas especialidades, as ferramentas a serem utilizadas e o relacionamento com seus fornecedores. Então, por que não fazer bem feito?

Com base nesses princípios e em nossa experiência com empresas globais de peso, encontramos algumas oportunidades interessantes para atender às necessidades de nossos clientes. Na Lingoport, oferecemos um produto, o Globalyzer, e serviços integrados de internacionalização para ajudar na internacionalização dos produtos de nossos clientes. A adaptação de um produto para funcionar com qualquer idioma, conjunto de caracteres, formato de data, formato de endereço, moeda, ordem de classificação, e assim por diante, apresenta novos e constantes desafios às equipes de desenvolvimento de software. Provavelmente, a maioria dos desenvolvedores de uma equipe tem pouca experiência prática em internacionalização de software, e quase nenhuma em questões específicas relativas a problemas práticos na criação de um produto de software que funcione elegantemente em mercados de idiomas como alemão, árabe, chinês e japonês. Tanto nosso software Globalyzer quanto nossos serviços de internacionalização ajudam nossos clientes a ter sucesso em termos de tempo e de orçamento.


A interface gráfica do Globalyzer lista os problemas de internacionalização,
realça-os no código-fonte e ajuda a solucioná-los.

Nos processos comerciais, o que é avaliado acaba melhorando. Nesse sentido, temos ferramentas de desenvolvimento que incluem, entre outros, depuradores, sistemas de controle e ferramentas que avaliam a segurança do sistema. Entretanto, antes de nossa primeira versão do software Globalyzer, eu não conheço nenhum produto comercial que tivesse se esforçado tão seriamente para dar suporte a todas as equipes de desenvolvimento na criação de código internacionalizado em várias linguagens de programação e, ao mesmo tempo, facilitar o trabalho internacionalizado em equipe. Para nossos clientes, esse é um ponto muito forte da Lingoport.

A combinação de uma equipe experiente de desenvolvedores de globalização com um produto que acelera o processo com mais previsibilidade e mais qualidade dá aos clientes uma vantagem competitiva em seus esforços de desenvolvimento voltados para a internacionalização. Além disso, nossos clientes podem continuar a avaliar e a criar aplicativos internacionalizados mesmo depois de terem terminado o trabalho com nossa equipe de desenvolvimento. Mais ainda, o Globalyzer nos ajuda a identificar e a extrair rapidamente todos os elementos que precisam de tradução. Isso significa que podemos de fato nos juntar às empresas de localização bem no início do processo de internacionalização, propiciando mais tempo para o processo de localização, inclusive para o controle de qualidade. Junte a isso uma forte contextualização do que está acontecendo no código e você terá a oportunidade de gerar produtos globalizados muito poderosos sem impacto negativo nos prazos e nas finanças.

Em algumas empresas, a internacionalização pode estar acontecendo pela primeira vez. Outras podem ser globais há anos. De fato, vários clientes importantes do Globalyzer têm seus próprios especialistas em serviços de internacionalização trabalhando internamente. Essas pessoas passam de uma equipe a outra somando, ao processo de desenvolvimento, seus conhecimentos sobre internacionalização. É nesses clientes que eu encontro talvez a minha chancela favorita à nossa forma de agir. Para eles, o Globalyzer é uma ferramenta importante para assegurar que os desenvolvedores sejam bem-sucedidos, independentemente de ajuda prática.

Talvez em breve nós vejamos mais plataformas de software unificadas dando suporte ao desenvolvimento globalizado, da criação do código aos testes, à localização e ao gerenciamento contínuo de conteúdo ao longo de todo o ciclo de vida de um produto. Na Lingoport, nosso foco é fornecer produtos e serviços que ajudem as equipes de software de nossos clientes a alcançar e superar os objetivos de seus produtos para que possam estar preparados para o mundo.

 
Este artigo foi publicado originalmente na seção "Technology Spotlight" da edição de outubro de 2006 da revista
ClientSide News.
 
Adam Asnes é presidente e fundador da Lingoport, Inc., empresa criadora do software Globalyzer e fornecedora de serviços de desenvolvimento de internacionalização de software. Adam está envolvido no mercado de globalização de software há aproximadamente 10 anos. Além de um orador conhecido nas conferências sobre internacionalização, é sempre convidado para escrever colunas em publicações especializadas em software. Adam freqüentou a Universidade de Nova York e como ciclista entusiasmado, tendo inclusive participado de competições, suas melhores idéias surgem sobre duas rodas.
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