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Abrimos
os arquivos da tradução jurídica
O campo da tradução jurídica é
o que mais intimida a maioria dos profissionais. “Nem
pensar! Contrato eu não faço!” É
uma reação compreensível, uma vez que
os textos dessa área são de longe os mais complexos
e rebuscados que existem. Todas aquelas expressões
“neste ato representado”, “doravante”,
“ora” parecem ser, de algum modo, um idioma à
parte. Na verdade, os tradutores jurídicos costumam
passar anos fazendo treinamento oficial e extra-oficial para
se familiarizarem com a complexa terminologia, jargão
e estilo de escrita envolvidos.
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Desde
a sua fundação, em 1999, a Ccaps Translation and
Localization tem trabalhado em inúmeros projetos jurídicos,
desde acordos de prestação de serviço para
produtos de software a importantes contratos comerciais para
fusões e aquisições.
No
final de 2004, a Ccaps começou a traduzir para o inglês
uma seqüência de contratos de prestação
de serviço para um grande fabricante de roupas brasileiro
que estava abrindo lojas na Europa. É um trabalho capcioso,
pois geralmente os contratos são enviados e reenviados
várias vezes entre as partes, e o tradutor deve implementar
os aditamentos feitos por cada um, tomando o cuidado de manter
o mesmo estilo a cada nova versão. Nesse caso, o cliente
brasileiro reunia-se com a outra parte toda semana, fazia
uma montanha de mudanças no texto e nos reenviava para
que o traduzíssemos antes de enviar de volta para a
Europa. Esse processo durou seis meses e além de nosso
cliente fechar o negócio, suas atividades em solo europeu
já são um sucesso.
Nesta
edição da Ccaps Newsletter, tradutores e especialistas
na área jurídica nos transmitem sua visão
da área de tradução jurídica.
Nosso primeiro artigo, “Traduzir matéria de Direito
é traduzir cultura”, de autoria da tradutora
Daniela Mochny, explica como o conhecimento da história
ocidental pode ajudar os tradutores a compreender melhor a
terminologia jurídica contemporânea. No artigo
“Dois sistemas jurídicos e o homicídio”,
Luciana Carvalho explica por que você deve ter cuidado
ao traduzir o termo “homicídio” do inglês
para o português do Brasil e vice-versa. Por fim, em
seu artigo “Aspectos da tradução jurídica”,
o advogado Steve Kahaner compartilha sua opinião profissional
sobre o porquê desse tipo de tradução
exigir muito mais do que uma interpretação palavra
por palavra do texto de origem.
Como
sempre, seus comentários são mais que bem-vindos.
Envie um e-mail com seus comentários e sugestões
para newsletter@ccaps.net
e boa leitura!
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