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A
globalização chegou mesmo na indústria
de localização, mas ainda nos perguntamos que
caminho devemos seguir. De acordo com Rory Cowan, CEO da Lionbridge
Technologies, em sua principal citação no Fórum
da LISA recentemente realizado em Washington D.C., nos Estados
Unidos, a localização será cada vez mais
reconhecida como parte de uma tendência maior à
terceirização e, um dia, ganhará destaque
na estrutura mais ampla de serviços offshore (prestados
por empresas estabelecidas em outros países). A grande
questão para os próximos anos é saber
se a localização ganhará apenas mais
destaque nos negócios offshore de outra pessoa, como
ocorreu com as atividades de folha de pagamento e call center,
ou se será incorporada ao modelo de desenvolvimento
das empresas.
Com mais de um bilhão de pessoas falando mais de 14
idiomas e seguindo diferentes costumes e tradições,
a Índia é a candidata perfeita para a localização.
O simples fato de haver tantos idiomas já se traduz
em várias oportunidades de negócio para a indústria.
Shailendra Musale, um constante colaborador do Globalization
Insider, e agora com a Neilsoft na Índia, destaca os
últimos avanços no setor de localização
nesse país. Você pode se surpreender com o que
ele tem para dizer em Localization
in India: Is the Market Ready?
(Localização na Índia: o mercado está
preparado?)
Se a globalização chegou com tudo, a vantagem
para o nosso setor é sua contribuição:
conteúdo, conteúdo e mais conteúdo. Mas
o que é conteúdo hoje em dia? Dados desestruturados
que crescem a passos largos e em fluxo contínuo em
nacos, pedaços, fragmentos, áudio, voz etc.
A boa notícia é que, independentemente do formato
em que esteja agora, conteúdo será sempre apenas
informação aguardando a transição
para a próxima mídia, a próxima cultura,
o próximo idioma. E nós ajudando a viabilizar
isso tudo! Cada vez mais empresas encaram a localização
hoje não como um mal necessário, mas como viabilizadora,
embora ainda precisem de alguns esclarecimentos. Até
mesmo funcionários da United Airlines fazem propaganda
de suas habilidades lingüísticas (se bem que em
inglês) nos guardanapos para coquetel distribuídos
em vôos nos Estados Unidos: “Nossos comissários
falam mais de 30 idiomas e dialetos. Quem sabe eles não
falam o seu?”
Os mercados evoluem; enquanto alguns amadurecem, outros crescem,
geralmente de modo dinâmico. É hora de deixarmos
o receio de lado: são muitas as oportunidades, e as
barreiras comerciais continuam caindo. Neste momento, representantes
das Américas do Norte e do Sul estão negociando
as condições da ALCA (Área de Livre Comércio
das Américas), um acordo comercial que ampliará
o NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América
do Norte) para toda a região.
A América Latina, com uma população de
mais de 500 milhões e 125 milhões de lares com
um potencial conjunto de compra de US$ 1,16 trilhão
(trilhão, não bilhão), comparado com
os US$ 428 bilhões dos 10,7 milhões de lares
nos Estados Unidos [fonte: agosto de 2003, The
Importance Of Being Latin America (A importância
de ser América Latina)], é de fato o “gigante
adormecido” bem debaixo de nossos barbas (pelo menos
para nós que moramos na América do Norte), conforme
descreve Michael Cardenas em seu artigo que leva o mesmo título.
Enquanto a estimativa de crescimento dos Estados Unidos e
de outros mercados ocidentais é de aproximadamente
6% ao ano, o IDC (International Data Corporation) antecipa
uma taxa média de crescimento arrebatadora para a América
Latina; 16% ao ano. Estima-se que alguns desses países
possam atingir níveis de crescimento de até
20% ao ano.
E
como está a terceirização na América
Latina? Muito bem, obrigado! Teddy Bengtsson, Sócio
Fundador e CEO da Idea Factory Languages, descreve como sua
nova empresa está se beneficiando dos recursos de terceirização
na América Latina para atender o resto do mundo em
Riding
the Next Wave: Outsourcing to Latin America
(Seguindo a nova tendência: terceirização
na América Latina).
Qualquer que seja sua visão de futuro, claro está
que ninguém, cliente ou prestador de serviço,
pode se dar ao luxo de continuar fazendo negócios como
antes. Agora é hora de levantar questões e apoiá-las
ativamente. Peter Siegrist, que já foi co-fundador
e CEO da STAR Group, mas atualmente é um investidor
de risco, decidiu fazer isso se tornando um dos membros do
Conselho Executivo da LISA. Veja o que ele prevê para
o futuro e saiba porque acredita na importância de contribuir
para a LISA e o setor em geral, em Spotlight: Hanspeter Siegrist
(Hanspeter Siegrist em destaque).
Veja de que forma você pode contribuir:
-
seguindo os padrões da indústria (TMX, TBX,
XLIFF, TWS ou o modelo de QA da LISA);
- agendando
reuniões com seus três principais clientes
para discutir o que eles vêem como necessidades não-atendidas
no ano;
-
fornecendo o treinamento apropriado para seus funcionários
através de workshops da LISA (no Vale do Silício);
-
apoiando a ética do setor;
-
aprofundando seus conhecimentos sobre a Web Semântica
(membros da LISA podem acessar a apresentação
que Leo Obrst fez sobre o assunto em Washington D.C. no
site
da LISA)
e conhecendo os mais recentes avanços em aplicativos
de voz (membros da LISA podem acessar as apresentações
sobre a globalização nessa área do
site
da LISA);
-
escolhendo uma questão que a LISA deveria, mas ainda
não está resolvendo, e entrando em contato
com Michael Anobile para oferecer sua solução
e disponibilidade. Para saber o que o Diretor-Gerente da
LISA tem a dizer sobre o foco da associação
em 2004 com seu novo conselho, novas alianças estratégicas
e coerente estratégica, leia a Carta
do Diretor
(em inglês).
Não fique parado! Pegue o telefone, coloque suas idéias
em um e-mail.
Não fossem as opiniões de John Freivalds, nossa
primeira edição do ano não estaria concluída.
Veja o que ele tem a dizer sobre a China, o novo grupo de
capital de risco e captação de recursos da CIA
para tradução automatizada, em seu mais recente
“Money
Talks”
(A voz do dinheiro)
Gostaríamos de informá-lo que, conforme os resultados
da nossa recente Pesquisa de número de leitores, o
Globalization Insider será publicado mensalmente a
partir de hoje. Fique atento e de olho nas notícias
sobre novas publicações que a LISA disponibilizará
em breve.
Receba nossos votos de um Ano Novo repleto de paz e prosperidade
ou, como diria Chevy Chase em turco, “Yeni Yiliniz Kutlu
Olsun!”
Os comentários de nossos leitores sobre este artigo
são sempre muito bem-vindos. Envie seu e-mail para
o Redator, em letters@lisa.org.
Durante toda sua carreira, Rebecca
Ray (Rebecca@lisa.org)
tem ensinado a pessoas da área técnica e de
negócios como desenvolver seu "reflexo da globalização".
Ela foi pioneira em projetar, testar, adaptar e comercializar
software fora dos EUA para empresas como IBM, Netscape Communications,
Symantec e Sun Microsystems. Ela é co-autora do livro
"Doing Business in the USA: Marketing and Operations
Strategies for Success.”
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Reimpresso com a permissão da "Globalization
Insider", Volume XIII, Edição 1.1.
© The Localization Industry Standards Association
(LISA: www.lisa.org) e S.M.P. Marketing Sarl (SMP) 2004.
Todos os direitos reservados. |
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