A anatomia da tradução de biociências

A anatomia da tradução de biociências

A Ccaps tem uma vasta experiência no campo das biociências. Tudo começou em 2003, quando concluímos um importante projeto para uma empresa farmacêutica alemã que estava abrindo uma filial no Brasil. O projeto envolvia a tradução das especificações técnicas de remédios fabricados na Europa que eram importados para o Brasil quando teve início a “onda dos genéricos”. O projeto de 500.000 palavras abrangia sete pares de idiomas distintos, inclusive alguns bem mais complexos, como do croata para o português do Brasil ou do holandês para o inglês.

 
Recentemente, recebemos de um cliente estabelecido nos Estados Unidos a tarefa de traduzir uma brochura de 50.000 palavras sobre um novo medicamento que estava sendo lançado no mercado brasileiro. O principal desafio era trabalhar com um prazo de entrega apertado e atender aos padrões de qualidade extremamente altos do cliente. Para decifrar com precisão a complexa terminologia e garantir a consistência do texto, acionamos a equipe de tradutores da área médica da Ccaps. Esse grupo, formado por 11 profissionais (inclusive médicos e farmacêuticos), tem ampla experiência nos mais diversos campos, que vão desde o diagnóstico in vitro à farmacologia clínica e medicina esportiva. O projeto foi um sucesso, o que nos inspirou a criar esta edição de Biociências para a Ccaps Newsletter.

Para esta edição especial, dissecamos as complexidades da tradução na área de biociências para oferecer um diagnóstico completo sobre o assunto. Incluímos diferentes perspectivas de conhecedores do setor e tradutores especializados para que o nosso leitor tenha uma abordagem mais saudável deste segmento em constante expansão da indústria de localização e tradução.

No artigo intitulado “A mudança contínua do inglês: dor de cabeça para o tradutor”, a tradutora Anne Jones fala de sua experiência pessoal no que tange as peculiaridades do inglês, um idioma em constante mutação, e como esse processo afeta a tradução médica. Além da conversão pouco comum de substantivos em verbos, ela também aborda o uso de barras e omissões, além das complicações que essas representam para os tradutores. Diego Alfaro discute o uso inconsistente de termos estrangeiros e traduzidos em documentos de biociências e a falta de experiência dos que realizam esse trabalho no artigo “Dificuldades na tradução de textos médicos”. Por fim, Andres Heuberger, um especialista do setor, oferece uma abordagem detalhada de como a indústria de equipamentos médicos usa os sistemas de gerenciamento de conteúdo, e o papel singular desempenhado pela localização em “Benefícios do uso de CMS na indústria de equipamentos médicos”.

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