O mundo acordou no dia 7 de abril de 2006 com mais um mito sendo derrubado: de acordo com uma equipe de pesquisadores responsáveis pela restauração, autenticação e tradução do “Evangelho de Judas”, Judas não teria traído Jesus e sim sido parte de seu plano para ser entregue às autoridades e depois crucificado.

Há uma palavra mencionada nas notícias publicadas mundo afora sobre essa descoberta que provavelmente passará despercebida pela maioria das pessoas: tradução.
Um grupo de estudiosos de línguas antigas foi responsável por traduzir este documento escrito em copta cujo autor é desconhecido e teria por sua vez traduzido-o do grego por volta do ano 180.
Fiquei muito feliz por ver a minha profissão citada na 1ª página. Afinal de contas não é todo dia que lembram da gente! =)
Mas logo depois me veio um aperto ao pensar na importância do trabalho que essas pessoas fizeram e na responsabilidade envolvida. Tudo bem, não somos exatamente contratados para traduzir achados arqueológicos que poderão alterar o curso da história, mas se pensarmos bem, fazemos um trabalho super importante diariamente.
Seja um manual de algum equipamento ou uma carta de amor, o tradutor irá passar o conteúdo de um idioma que o leitor não domina (ou desconhece completamente) para um outro que o leitor é capaz de entender. O que o tradutor fizer poderá fazer com que o usuário tenha ou não como operar uma máquina ou, no caso da carta de amor, unir ou separar duas pessoas definitivamente.
Que todo tradutor tenha consciência do poder que possui e da responsabilidade que o acompanha e que use esse poder da melhor maneira possível.
