O Museu Nacional da Língua Norte-Americano (US National Museum of Language), um sonho acalentado durante 11 anos, abriu suas portas em 3 de maio de 2008. A data de inauguração foi bastante oportuna; em 2008 a UNESCO promoveu as celebrações do Ano Internacional das Línguas. Localizado em College Park, cidade que abriga a Universidade de Maryland, o museu oferece ao visitante, um passeio – in loco ou virtual – por suas exposições sobre línguas. É um passeio modesto, mas interessante, que o visitante virtual pode aproveitar, esteja onde estiver.
Em vez de se concentrar na análise de línguas específicas, o museu focaliza a estrutura e as origens da linguagem e da lingüística. Está ainda nos planos do museu abordar os seguintes temas: “A Linguagem em Sociedade”, “Línguas do Mundo” e “Aspectos Universais da Linguagem”. O intuito é incentivar os visitantes a aprender outras línguas e promover uma compreensão melhor da linguagem e do seu papel na história, na contemporaneidade e no futuro. Recentemente, o museu patrocinou um concurso de desenho entre seus frequentadores, visando a criação de uma bandeira capaz de representar a linguagem e o próprio museu. Veja abaixo o desenho vencedor.

Os três tons de verde das folhas – que brotam de um tronco de árvore em dois tons de marrom – representam as línguas vivas, as línguas mortas e as línguas futuras. As curvas elegantes emanam da árvore e se insinuam no espaço, para expressarem a disseminação do conhecimento que se adquire ao se dominar uma língua. A bandeira original será exibida no museu e, quem sabe, em outros sites. “Embora a bandeira pertença agora ao museu, ela pertence também ao mundo”, afirma o coordenador do projeto, Gregory Nedved.
As exposições online incluem uma apresentação em PowerPoint da caligrafia e caligramas árabes, uma página sobre a língua de sinais americana, uma apresentação sobre a caligrafia chinesa, um manual de redação e um teste (incluindo downloads para iPod), uma apresentação do silabário cherokee e outras apresentações incluindo ge’ez, japonês, esperanto, latim, vietnamita e a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos.
A página de fontes de pesquisa oferece links para várias sociedades linguísticas e para sociedades de história e antropologia. Há também um link para a Biblioteca Allen Walker Read, além de artigos acadêmicos, Podcasts, apresentações e um wiki do Museu Nacional da Língua.
Na página para crianças, as fontes de pesquisa disponíveis oferecem aos pequenos a oportunidade de conhecer e aprender línguas por intermédio de jogos e atividades.
A página de programação traz uma agenda de palestras, conferências e outros eventos disponibilizados pelo museu. Entre as palestras recém-apresentadas, podemos citar “Aprendizagem da linguagem informal para famílias”, “Papel, pedra, osso e bronze – uma odisséia epigráfica” e “Poesia e caligrafia persas”.
O site do museu é uma fonte exuberante de informações lingüísticas, útil para qualquer pessoa de qualquer idade. No site faltam apenas traduções para outros idiomas. Mas, a julgar pelas mensagens de boas-vindas em várias línguas, parece que em breve outros idiomas estarão presentes.
O acesso é gratuito (assim como é gratuito o acesso a todo o conteúdo online) e o museu conta principalmente com doações dos sócios.

Shannon Sorensen