Existem dois aspectos a serem observados no tratamento de fontes, e vamos tratá-los nos tópicos a seguir.
a) Nomes de fontes explicitados diretamente no código
Bom, lembra-se do Unicode? Aquele assunto sobre o qual prometi falar mais tarde mas ainda não falei… Aguardem pois o assunto é tão extenso que merecerá outra série. Pois é, com o advento do Unicode, ficou possível exibir milhares de caracteres diferentes, ao invés de dezenas, como é o caso do ASCII.
A maioria das fontes não cobre todo o conjunto de caracteres Unicode. Assim, se for inserido diretamente na programação do software (ou página de Internet) um nome de fonte que exiba apenas caracteres latinos e nenhum ideograma japonês, todo o seu texto localizado para japonês será exibido com pontos de interrogação, quadrados ou caracteres estranhos, inseridos para ajuste de espaçamento entre as palavras.
Veja o exemplo abaixo da página inicial do Google em japonês. O primeiro caso é exibido incorretamente enquanto o segundo é apresentado com o conjunto de caracteres correto.
Uma razão para não se usar nomes de fonte na programação é que a fonte desejada pode não estar disponível no sistema no qual o texto está sendo exibido. Ou seja, se o computador do seu cliente não tem a fonte MaricotinhaBold, ele poderá ter o texto exibido com uma fonte substituta mas que poderia gerar problemas de visualização.
b) Tamanhos de fontes explícitos no código
Algumas formas de escrita são mais complexas que outras. As mais complexas necessitam de mais pixels (ou “pontos”) para serem exibidas corretamente.
Por exemplo, a maioria dos caracteres latinos pode ser exibida numa grade de 5×7; caracteres japoneses, entretanto, precisam de no mínimo uma grade de 16×16 para serem vistos com clareza. O chinês precisa de uma grade de 24×24!
A tabela abaixo mostra esta situação e ilustra por que alguns caracteres em fontes pequenas não ficam legíveis.
Tamanho da fonte

Como pode ver, fica impossível entender um ideograma japonês em uma fonte de tamanho 7, enquanto o caractere latino “E” continua perfeitamente legível, independente do tamanho.
No próximo post falaremos de formatos de números… 1, 2, 3 e… Aguardem!


