Olá! Vamos falar de internacionalização?
O termo “internacionalização” vem do inglês “internationalization”, sendo muito conhecida pela sigla “i18n”. Conte as letras entre o “i” inicial e o “n” final da palavra em inglês… São 18 letras, né? Daí o i18n! E para facilitar, passaremos a usar ambos os termos neste e demais posts.
Trata-se da área responsável pelo planejamento e análise do produto de forma a abranger todos os conceitos relevantes para a entrada em um novo mercado. Mas por que se preocupar com isso? Vejamos alguns motivos:
• Empresas investem milhões de dólares anualmente na produção e comercialização de programas de software para computador em todos os países do mundo.
• No mundo de hoje, há uma necessidade de vender produtos em mercados diferentes do mercado nativo.
• Devido a imposições de mercado torna-se necessário um investimento ainda maior na adaptação e tradução do produto para os consumidores-alvo.
Já falamos sobre o assunto na Ccaps Newsletter, mas o conceito de i18n pode ser aplicado em diversos meios e produtos voltados para exportação (por exemplo, embalagens de produtos alimentícios, manuais de máquinas etc.), mas como somos uma empresa ligada à área de tecnologia, vamos nos concentrar na aplicação da i18n na área de desenvolvimento de software.

Neste contexto, o objetivo final da internacionalização é apresentar ao usuário um aplicativo visual e funcionalmente idêntico ao que o deu origem nos diversos idiomas para os quais ele tenha sido localizado. Usuários (e principalmente desenvolvedores) não familiarizados com os requisitos para a criação de produtos internacionalizados certamente ficarão surpresos com a quantidade de variáveis envolvidas neste processo e com os detalhes de projeto que precisam ser resolvidos.
Esta série inicial de artigos sobre internacionalização vai passar pelos aspectos básicos envolvidos no processo e dar exemplos de como a diversidade cultural pode afetar o funcionamento dos programas de software.
Para começar, vamos analisar um aspecto bem simples: as questões legais pertinentes a cada mercado-alvo que o fabricante deseja atingir. Por ser um aspecto fundamental, torna-se necessária uma consulta para verificar a legalidade de cada recurso “sensível” da aplicação. Como exemplo, podemos citar leis específicas de determinados países quanto à utilização e exportação de algoritmos de criptografia, utilizados em simples procedimentos de compressão de arquivos e proteção contra cópia.
Outro exemplo diz respeito à documentação que acompanha o produto: em determinados países. Ela poderá ser mantida em inglês em alguns países, embora em outros, ela deve estar obrigatoriamente no idioma local. Além disso, as leis que regem a competição entre empresas em determinados países restringem a possibilidade de uma empresa explicitar que seu produto é melhor que o concorrente. Isso afeta diretamente a estratégia de marketing, podendo também afetar a documentação, sistemas de ajuda e outros materiais que acompanham o produto.
Esta é apenas a ponta do iceberg. Nos próximos posts falaremos de outros aspectos também muito importantes. Prepare-se para as surpresas que virão!
