Que a prática leva à perfeição, acho que ninguém pode duvidar. Mas a prática sem que receba uma avaliação dos resultados, dificilmente levará alguém muito longe. De nada adianta horas de trabalho duro, se não tivermos a mínima noção de que estamos no caminho certo. Logo é muito importante termos um feedback do trabalho que está sendo produzido, caso contrário poderemos descobrir tarde demais que estamos “arrasando”, mas não no bom sentido.
Então feedback é sempre bom? Claro. Se for positivo, maravilha. Se for negativo, embora não pareça, melhor ainda, pois nos ajuda a acertar a trajetória em curso.
Do ponto de vista de quem recebe o feedback, nem todo mundo está preparado para receber feedback negativo e pode acabar adotando uma postura defensiva como se o que está sendo dito fosse uma ofensa total. Com certeza, ninguém gosta de saber que causou uma má impressão e isso causa uma sensação ruim. Mas se for possível separar a informação que está sendo recebida, do sentimento que ela traz, será possível analisar o feedback de forma objetiva e usá-la sempre para se aperfeiçoar.
Do ponto de vista de quem passa o feedback, salvo casos específicos e que não se aplicam, a maioria das pessoas não tem prazer em passar uma má avaliação e também se sente constrangida em fazê-lo. Para quem tem essa obrigação, muito melhor seria se o resultado da avaliação fosse maravilhoso, assim, um simples “muito bom” já bastaria.
Tudo na vida é pessoal, já que são duas pessoas interagindo. Mas mesmo assim, na próxima vez que receber um feedback, seja lá qual for ele, tente vê-lo apenas como uma informação a mais que poderá ajudá-lo a melhorar em alguma área da sua vida e nada além disso.
