O tradutor tem que estar sempre de olhos bem abertos e com o sexto sentido bem aguçado. No caso de legendas, então, onde erros de tradução ficam bem à vista de todos os telespectadores, a situação é ainda mais delicada.
Um desses erros, bem famoso por sinal, apareceu no filme de sucesso “Do que as mulheres gostam”. O personagem de Mel Gibson assiste a um jogo de basquete na TV e, quando o jogador está prestes a arremessar, ele diz “Miss, miss, miss!” Tradução? “Moça, moça, moça!” Ao que, nós, telespectadores dedicados, começamos a procurar pela moça invisível na cena! Claramente, a tradução deveria ter sido algo como “Erra, erra, erra!” ou “Perde, perde, perde!”
Para os mais compreensivos, talvez esse nem fosse um bom exemplo de falta de desconfiômetro. Ele poderia entrar na categoria “falta de contexto”, um outro mal de que padecemos na tradução. É muito complicado definir uma tradução sem contexto algum, sem saber a que aquilo se refere ou em que será usado. Nesse caso, pobre tradutor injustiçado! Mas essa nunca é a postura adotada pelo público ou pela crítica; para eles, é tudo culpa do tradutor! Ou do revisor… Mas isso já seria discussão para uma outra oportunidade.
De qualquer forma, as faltas de contexto ou desconfiômetro têm um lado positivo: criam erros que divertem! Se quiser rir um pouco, clique aqui.
E você? Tem algum outro exemplo?
Natália Botelho
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